The future is black past and present also - Ep

by Obasquiat

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    It contains photos and videoclip's "Zen Echiru" , "Anelosimus Eximius" "Dhara" and "Objetificados não sejam vossos nomes"

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about

This audio is part of the collection: "Sunyatha" Records (Netlabel)
various18.bandcamp.com

About "The future is black past and present also" - Ep:

This EP is just a sample of a "souvenir" sound and outline the next album.
The basis of this ep is to show a more organic sound the band as a whole, fleeing the idea of working the "collages" sound.
Despite being a recent and new flavors work, this ep is a trace of the identity of the band, showing a side with more alternative rock and jazz references, poetry and African music.
The purpose of the album is to have more contact and working more the concepts of Afrofuturism performing a rescue of ancestral black culture, is not a step backwards but the search for truth and valorization, self affirmation of black and all its culture, art and music all using futuristic elements because the album concerts with synthesizers and new technologies to search for sound modernity through the ancestry of the identity of black people, demystified and adding their real value.
This work is more focused and less spontaneous, with the participation of some musicians and the introduction of new instruments and ideas.
A new cycle is forming, creating and seeking new sounds and experiences, this extended play (EP) should be considered the first step of the new cycle that forming.
With good vibes I greet you with these sound metaphors of our lives, all are welcome and have fun as much as possible!
Sit down, make yourself comfortable, always share your love of neighbor.

credits

released May 13, 2016

Obasquiat:
Marco Antonio: bass, fretless bass, cello, fx synth and mix
Jeferson Peres: drums
Ariel Spadari: saxophone

Cover art - Marco Antonio:
www.flickr.com/photos/comicsart

Track art - Jeferson Peres:
www.instagram.com/pos.etilico/


musicians / guests projects:

The Cosmic Principle (U.S.A) - synths on track: "Anelosimus Eximius"

O.s125 (France) - ambient layers on track "Mugunzá"

Romulo Alexis (Brazil) - trumpet on track "Mugunzá"

Fernando Graça (Brazil) - saxophone on track "Mugunzá" voice and poetry on track "Schiele"

Jesus Cremoso (Brazil) - noise effects on track "Mugunzá"

Juliana Assolant Vencato (Brazil) - voice and poetry on track: "Objetificados não sejam os vossos nomes"

Ilú Obá de Min (Brazil) - on track: "Mugunzá"

Ihsanul Fikri: (Indonesia) - ARTMOSF on track: "Zen Echiru"



All tracks composed and arranged and mixed by: Marco Antonio
Mastering and track art by: Jeferson Peres
Except the track intro: "Mugunzá" track originally composition by Ilú Obá de Min (All rights reserved)

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all rights reserved

about

Obasquiat São Paulo, Brazil

Free experimental group, Influenced initially by the experimental music and noise the project now includes a new thematic improvisation in Free Jazz.
Unusual artistic troupe of variation, simplicity in keep more contact with the American black Jazz and without forgetting the Brazilian rhythms rooted in Africa.
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Track Name: Mugunzá
Chant in yoruba
Track Name: Objetificados não sejam os vossos nomes
A vida criada pelo homem é um verdadeiro inferno
Se é que isso é ser humano
Vivemos cansados, corrompidos, manipulados
Por debaixo de uma manta velha ou um terno
As carapuças não nos servem... Mas ainda assim nos obrigam a nos esconder, reprimir até esta nos consumir
O capitalismo é um buraco negro que esta sempre pronto quando deixa-lo ti iludir
Quando isso acontece não importa o seu status larvas vão ti consumindo até terminar de putrefar
Trabalhar, trepar, comprar, usar, abusar, descartar... é o que querem que você faça é o que fazem com você
Agindo como objetos somos consumidos pelo tempo útil
Track Name: Schiele
Quantos dias?
Quantos dias?
Quantos dias?
Quantos dias?
Alguém que me pergunta, e o amargor é o mesmo na garganta seca, porque todo esse tempo só duas palavras me interessam, Sexo e Morte, e todo o resto é um deitar espiritual num enorme oceano.

Pó. osso. metamorfose. metacoros, amores, amoras de um sem fim, um não sei o que heideggeriano, vorazes manhãs e dias desdentados, te amo assim que a vida se debruça aos montes, um bocado difícil saber de nós de ti de mim dele.

Ainda que não exista o inferno, a opinião e a imaginação sobre o inferno, sem fundamento de verdade, produz verdadeiramente um inferno verdadeiro: a aparência fantástica tem sua verdade.

Que coisa a voz, podendo anunciar misérias repressão e também libertar a escuta máxima, o ouvido atento, ao dizer que não, não há inferno, e não há o Outro nem mesmo o dia.

Tudo isso ele falou, esquecendo dos espelhos, dos reflexos, da reprodução.

imóvel, granítico, contemplo a alma.
Track Name: Dhara
Letter to Dhara
March 13, 2016:

Agora falta muito pouco para o amanhã chegar e tocando meu corpo frágil sinto a falta de tocar o seu
Sinto essa nossa ansiedade sincera intoxicada por algo que apenas chamamos de horas.
Que os minutos venham a passar logo!
E que ao partir do momento em que nos encontrarmos ele comece a pingar bem devagar, quase que como uma torneira...
Marcados pela auto-analise do instante tudo se reverte, tudo se esquece
Para as horas que não passam
O dia que nunca chega
Deixo aqui isento dessa existência, que até antes amargurava
Hoje faz se claro com todos os tons, bons sensos e sentidos
Aguçado, apenas sigo!
Sinto a prece do sonhar e existir apenas existir através do olhar
Mais profunda... Não sei explicar com palavras essa sensação.
Não devemos se apegar a um passado confuso e generoso
Porque às vezes ele sangra também
...Não queremos aprender pela dor e perda
Algo que não tem maturidade para entender
Apenas viva e siga.
Sei que não estou cego
Sei bem de onde vem isso tudo
Vejo uma floresta de bonsais que se alinham e organizam
Tudo isso é tão orgânico quanto às vontades e anciãs que eu sinto
Tudo se aguça com você por perto, tudo isso me faz todo sentido
E como sempre digo, desse piscar que é a existência
Apenas quero seguir com você, o que iremos encontra?
Eu não sei, apenas sinto recíprocas as coisas boas
. . .

Eu apenas sinto ...sinto tudo o que há de bom para sentir, vivo tudo o que deve ser vivido, bebo em goles curtos para sentir o gosto aguçado do que transborda...
Gratidão por conhecer alguém tão especial .